Veja 5 principais indicadores de projetos empresariais!

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Muitas vezes, empresas de pequeno e médio porte têm a reputação manchada pelo descumprimento de determinados prazos e metas. Para combater o problema, surgiram os indicadores de projetos empresariais, que ajudam os gestores a acompanhar os processos com um nível maior de precisão.

Porém, são muitos os indicadores, o que pode confundir muitos profissionais que desejam mais eficiência e produtividade em seus negócios. Pensando nisso, preparamos um conteúdo especial para que você conheça a importância e alguns dos índices mais valiosos para diversos segmentos. Confira!

O que são indicadores de projetos empresariais?

Os indicadores de gerenciamento de projetos repassam, aos gestores e colaboradores da organização, informações importantes sobre o andamento atual de um determinado processo.

Por meio da análise dos indicadores, é possível identificar pontos de melhoria, gargalos e deficiências nos processos. São, basicamente, ferramentas de controle, que fornecem a precisão necessária para que os líderes dos projetos acompanhem o cumprimento de metas.

Quais são os principais?

A boa notícia é que existem muitos deles, mas alguns são utilizados com maior frequência dentro das empresas. Vamos conhecer alguns dos indicadores de projetos mais importantes.

1. Valor agregado (VA)

Para o adequado gerenciamento dos seus projetos empresariais, o valor agregado é um indicador especialmente valioso. Ele serve para mensurar com precisão as etapas efetivamente finalizadas de cada atividade até determinado momento. Se uma companhia, por exemplo, promete entregar 100 unidades de um componente até uma certa data, mas só 20 deles já estão prontos, o cálculo do VA vai corresponder a 20% do total para honrar o contrato estabelecido.

O cálculo desse índice é bastante objetivo e os números obtidos podem ser relacionados aos outros fatores que influem na produção geral da companhia. Assim, é possível ter um quadro mais completo para avaliação, analisando determinadas questões, como prazo e custos para se ajustar aos orçamentos estabelecidos.

2. Índice de Desempenho de Prazo (IDP)

O indicador está ligado ao andamento dos processos em relação aos prazos preestabelecidos e a metas a serem cumpridas. Assim, o IDP tem como objetivo principal garantir a execução completa e harmoniosa das tarefas acordadas. O cálculo é realizado da seguinte forma: divide-se o valor agregado (VA) sobre o valor planejado, de modo que:

VA/VP

Para ter a certeza de que o melhor resultado foi obtido, o ideal é que ele seja exatamente igual a 1. Valores maiores podem indicar adiantamento (muita pressa aplicada na produção), enquanto números menores são associados a atrasos operacionais e devem ser revistos.

Desse modo, podemos exemplificar novamente com a companhia que acertou a entrega de 100 componentes de uma determinada solução digital. Caso o VA seja de 20%, é fácil constatar que os números relativos ao valor agregado e ao IDP estão extremamente desfavoráveis, podendo causar, até mesmo, danos severos à reputação da companhia.

Os gestores devem, então, acompanhar esses índices de perto para corrigir e propor desvios nas rotas, tomando medidas necessárias para acelerar os processos.

3. Índice de Desempenho do Custo (IDC)

Esse indicador possibilita a avaliação do gasto dos recursos empregados e o progresso geral do projeto, comparando o custo ao orçamento inicial e disponível da companhia. Assim, o IDC evita que gastos que não representem avanços significativos nas tarefas sejam realizados, mensurando adequadamente o retorno do que já foi desembolsado.

O cálculo é realizado com a divisão do valor agregado (A) pelo custo planejado para a realização. Diferencia-se do IDP pelo foco reforçado no orçamento da empresa, tanto dos valores previstos como dos valores disponibilizados para se fazer os gastos. O indicador ajuda a identificar, ainda, o retorno devido para cada desembolso.

4. Taxa de tarefas realizadas

De modo geral, a taxa de tarefas realizadas analisa o progresso do cronograma determinado, revisando e influenciando o cumprimento dos prazos. O cálculo desse indicador é o resultado da divisão entre o número de tarefas completadas pela meta estipulada no planejamento inicial do projeto.

A utilização do índice possibilita aos gestores a visualização de gargalos no desempenho das atividades, proporcionando a intervenção precisa para solucionar problemas pontuais. Desse modo, se há uma excessiva demora para que certas determinações sejam cumpridas, a taxa de tarefas realizadas vai fornecer um meio para analisar as causas e propor reparos.

Algumas dessas medidas podem envolver a contratação de mão de obra especializada para certas atividades, resoluções operacionais para destravar processos ou até o investimento em recursos e insumos para aperfeiçoar a execução.

5. Desvio de esforço

Outro indicador valioso para garantir a execução satisfatória das atividades é o que mapeia os desvios de esforço. Trata-se de um referencial utilizado para calcular a diferença entre os esforços estimados dentro de uma organização e os efetivos esforços de execução do projeto.

O indicador inclui comparações, como a contagem devida de horas previstas e o que foi realmente cumprido até o momento, por exemplo. Se os desvios em comparações como essa forem muito grandes, é um sinal de que as estimativas iniciais de planejamento não se cumpriram.

Isso pode ser bastante perigoso para a companhia, pois indica que recursos foram consumidos sem que o resultado desejado fosse alcançado. Para exemplificar, podemos citar uma atividade que conte com um orçamento que delimite as horas a serem trabalhadas.

Ao chegar à metade do projeto (50%), há uma avaliação em que os gestores constatam que o número de horas trabalhadas foi cumprido — porém, 80% das verbas já foram consumidas, o que sinaliza uma discrepância de valores, já que há, ainda, outros 50% de rotinas a serem cumpridas. Desse modo, o desvio de esforço vai fornecer os parâmetros para uma reavaliação que busque reparar os danos sofridos pelo projeto.

Quais são os benefícios de utilizá-los?

Esses indicadores tornam a gestão de projetos bem mais precisa. Esse tipo de gerenciamento deixou de ser, há muito, um processo puramente intuitivo, e o gestor passou a contar com diversas metodologias e práticas para ajudá-lo a potencializar seus resultados.

Os indicadores funcionam como facilitadores, já que permitem desvios de rota que possibilitem a correção rápida de falhas e deficiências nos processos. É possível traçar um panorama de um determinado momento das atividades e compará-lo a um estágio posterior, analisando as mudanças efetivas.

Assim, os indicadores permitem que os gestores delimitem mais facilmente os setores e processos que devem ser aprimorados para que a empresa agregue ainda mais valor ao negócio. Além disso, eles ainda ficam cientes dos possíveis impactos das alterações com o emprego de indicadores acertados.

Como vimos no post, os indicadores constituem, em suma, um termômetro para a organização. São bastante versáteis e fornecem funcionalidades destinadas a evitar o consumo exagerado de recursos e insumos.

Negligenciar os indicadores de projetos pode custar caro para o planejamento de uma organização, já que esses índices determinam melhorias a serem implantadas para gerar mais oportunidades de negócio, potencializando o conhecimento interno da estrutura e dos gargalos a serem combatidos.

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